O presidente da Rússia, Vladimir Putin, exigiu na quinta-feira que os militares assegurem a rendição incondicional das forças ucranianas durante uma visita ao campo de batalha. A ordem, dirigida a seus principais comandantes, reforça que Moscou pretende alcançar todos os objetivos definidos para a guerra e, na prática, descarta um plano de paz de 28 pontos desenvolvido entre o governo Donald Trump e autoridades russas.
Putin também acusou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de chefiar “uma quadrilha criminosa” voltada ao enriquecimento pessoal. Na mesma ocasião, o chefe do estado-maior russo afirmou que tropas do país teriam capturado a cidade estratégica de Kupiansk, no leste da Ucrânia. Autoridades ucranianas, porém, classificaram as alegações como falsas e afirmaram que não houve perda territorial.
O plano de paz associado ao governo Trump exigiria que a Ucrânia cedesse toda a região do Donbas, abandonasse definitivamente a intenção de integrar a OTAN e reduzisse o tamanho de suas forças armadas. Zelensky disse que analisaria a proposta, enquanto líderes europeus advertiram que “a paz não pode significar capitulação”, reforçando que termos desse tipo seriam inaceitáveis para Kiev e para aliados ocidentais.
A situação no front permanece volátil, e novos desdobramentos podem alterar rapidamente o panorama das negociações e do conflito.
